domingo, 8 de fevereiro de 2009

Captain log: 2/8/2009


No sábado passado recebi de um amigo o Gran Turismo 5 Prologue, a versão "Beta" do Rei dos jogos de corridas da Playstation. Eu estou a achar o jogo fenomenal só tenho mesmo imensa pena de não ter um volante como deve ser para aquilo. É pena porque o volante que comprei para a 360 está a apanhar pó e ainda por cima o demo do Race Pro para a X360 que devia ter saído nesta sexta-feira, não chegou a sair.
Eu como gamer começo a detestar esta coisa dos "acessórios", sim compra-se uma data de merdice para consolas e depois tenho de ter comandos, volantes, headset's e sei lá mais o quê para esta e para outra consola. É um pesadelo ter a casa cheia de tralha videojogável. Já o problema que o Rock Band e o Guitar Hero levantou foi o mesmo, mas desta vez as companhias rivais tiveram o bom senso de juntarem esforços para que os seus instrumentos funcionassem nos vários jogos de música. Porque razão é que não fazem outros acessórios também compatíveis com todas as consolas? É que nem um Third party se digna a ter esta ideia o que é bastante triste para aqueles que têm duas ou três consolas desta geração.


Depois também me veio parar às mãos o GTI Rally Cote de Azur que é bem divertido. Tem particularmente o modo de jogo bastante giro que é uma espécie de batata quente, existe um que fica com uma bomba e depois tem de tocar nos adversários para passar a bomba ao adversário, quando o tempo esgota perde aquele que tem a bomba. É um modo de jogo super simples e básico e no entanto só por isso vale o dinheiro investido no jogo todo. Também tem o modo corrida que se passa num único cenário mas tem montes de desvios e atalhos para sermos ainda mais rápidos. Pode-se dizer que o facto de ter só um cenário é pouco, mas o cenário está tão bem conseguido e tem tantas ruas e desvios que ainda dá para ter bastantes horas de divertimento sem nos fartar-mos.


Depois de ter jogado o F.E.A.R. 2 Demo, fiquei curioso com esta franchise e num dia que fui á GameZone das Caldas da Rainha, vi que tinha lá um F.E.A.R.1 para a PS3 a 19 euros e decidi comprar. Para já este jogo na PS3 corre bastante mal, vê-se que foi um port feito à pressa, os primeiros níveis apresentam muitos slowdowns e as texturas são muito pouco defenidas. Mas apesar dos problemas técnicos na versão PS3 e dos ambientes serem todos mais ou menos os mesmos, o jogo é muito divertido. Dá uma satisfação incrível meter o jogo em cãmara lenta e ver todo aquele espectáculo visual tipo Matrix a passar-se à nossa frente e disparar contra os inimigos e ver os efeitos do Ragdoll e da física que está muito boa. É um jogo de tiros muito divertido, apesar de não ter grande história. E também notei que apesar de ser um survival horror F.E.A.R.1 tem muitos poucos momentos de susto... Mas isso a sequela parece ter melhorado bastante pois assustei-me mais no demo de F.E.A.R.2 do que no F.E.A.R.1 inteiro. lol.


E para acabar, fartei-me do Farcry 2, este jogo, a sério, é um excelente FPS e um excelente jogo, mas não tenho paciência para andar em selvas imenso tempo sempre que quero ir de A a B. Ya existem os autocarros que nos poupam algum tempo, mas ainda assim à missões que ficam no meio do nada e à outras que requerem ir do ponto A para o B para o C para o D. Pah... não tenho paciência. Um sandbox game é muito engraçado na teoria mas num jogo como este onde andamos KM e KM a ver mato e mais mato e depois uns inimigos que estão sempre a fazer respawn, já para não falar nas armas que se deteoram e depois temos de voltar ao nosso arms dealer para trocar a arma e os ataques de uma doença que apanhamos no jogo que nos dá de vez em quando. Epah eu adoro a parte de shooter e isso tudo, mas por favor não me metam num quadrado de 100 km quadrados e ainda por cima com respawn de inimigos. E não me dêem sempre o mesmo tipo de side-quests.
Mas existem muitos pontos positivos, o combate é realista só pelo facto das armas se deteorarem com o uso, os gráficos são lindos, o fogo e as explosões são espectaculares e andar aos tiros no jogo é divertido, existem alguns bugs em algumas situações mas nada de anormal num jogo desta magnitude. Eu penso que o problema de Farcry 2 é que é grande demais para um shooter e não tem muita variedade. Espero que o próximo volte ao antigo sistema de missões ou então que metam alguma coisa a animar as planíceis e o mato por onde passamos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Halo Wars Demo


Bom como sabem A Halo mania está de volta desta vez em forma de Real Time Strategy Game.

Podem ficar aqui com o artigo com as minhas impressões que escrevi para o www.ene3.com entitulado de Halo Wars: Impressões da Demo.

Eu gostei bastante do jogo sem dúvida. É lindo até dizer chega. Espero poder comprar no dia em que sair a edição especial por causa dos mapas extra para o Halo 3 que parecem estar lindos de morrer.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Command & Conquer Red Alert 3


É um pouco late to the party mas para quem não sabe o Red Alert 3 está de volta, e para quem gosta de jogos de estratégia a antecipação por este título não podia ser maior já que é a sequela de um dos melhores jogos de estratégia de todos os tempos.


Simplesmente era um dos jogos que mais esperava e quis o destino que o jogo viesse parar às minhas mãos no meu novo PC. Ok não posso correr o jogo com todo o explendor gráfico que um PC de alto rendimento consegue, mas consigo correr o jogo! O que é muito bom.
Na Xbox 360 conseguia melhores gráficos, mas é sempre muito melhor jogar estes jogos com um teclado e rato do que com um comando. Ou pelo menos ainda não me consegui habituar ao comando como aconteceu com os FPS que agora metem-me confusão jogar no teclado e rato.


Command & Conquer Red Alert 3 é a sequela do jogo de estratégia que mais gostei até hoje que foi o Red Alert 2. Daí que estava com muitas expectactivas em relação a ele.
A primeira coisa é que este jogo finalmente deixou de ser sério, ou deixou de tentar ser sério. O look das unidades é mais cartoon, as unidades são completamente loucas, existem ursos de combate e até colegiais japonesas de mini-saia com poderes psiquícos! É preciso dizer mais?
O cast deste jogo também é dos melhores que já vi, como todos sabem a franchise Command & Conquer sempre usou actores de carne e osso para desempenhar as cut scenes antes e depois da batalha, parece um filme de Hollywood.


Talvez a minha única queixa seja que este jogo não está tão rápido como o Red Alert 2 nem tão caótico. No Red Alert 2 conseguia-se formar um grande exército em pouco tempo, este nota-se que é mais lento e tem mais estratégia do que o anterior. Mas também não deixa de ser um RTS turbinado. Apesar de tudo é ainda assim mais rápido que um jogo RTS normal e isso é porreiro para quem quer fazer batalhas rápidas e divertidas.


Acho que é um jogo que vale a pena principalmente se gostarem de RTS. Pode não ser tão profundo como outros RTS, mas também não é esse o objectivo. É simples e divertido e logo é o meu RTS favorito.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cenas!


Ora comprei um portátil novo, e porque raio as marcas enchem os portáteis de aplicações sem jeito nenhum? É sempre o mesmo ciclo quando um gajo compra um Portátil novo, ficamos à vontade 1 hora a desligar mariquices e a desinstalar programas sem jeito nenhum. No final o computador até agradece ficando mais rápido. Acho que era altura de os PC's virem só com o mínimo indispensável e depois dar a opção às pessoas para instalar ou não outros programas. Asus, Toshiba, LG, Sony... Pah se estão a ler isto, façam lá o favor de tirar as vossas aplicações de treta que não valem um chavo.


Também já agora deixo estar aqui a nota que voltei para o Ene3.com um blogue de jogos Português. Espero que o visitem também, para ler algumas coisas que lá escrevo.


E já agora ficam a saber da minha condição física, não que isso seja interessante, mas como é um post sobre trivialidades aqui vai. É que hoje estou completamente dorido... Ontem fui jogar Futsal e já não fazia exercício à muito tempo... Pah pronto eu já sabia que ia ficar com dores musculares, mas isto é demais! Qualquer movimento que faça tem uma dose de dor como se tratasse de um brinde... E todos os movimentos têm esse brinde de dor. Enfim... um gajo se não faz exercício é mau, se faz exercício fica assim neste estado... Mas pronto, isto apesar das dores faz muito bem ao corpo. Sem sacrífício não se vai a lado nenhum.


E já agora, para o pessoal que tal como eu ainda continua agarrado ao Wipeout HD, existe uma banda sonora feita por membros do fórum neogaf que é um espectáculo! Assim ficam com mais uma banda sonora para o vosso jogo favorito... Bah... Aliás quem gosta de música electrónica, pah façam um favor a vós próprios e saquem esta banda sonora. Chama-se G.A.M.E. 3.0 e podem sacar aqui. Não se vão arrepender.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Skate 2 - Demo


Skate foi o primeiro jogo que fez frente à lendária série Tony Hawk da Activision. A Electronic Arts propôs um jogo de Skate mais realista, com gráficos muito acima da média e ainda conseguiu captar toda a cultura Skater no jogo. Aliás Skate foi o jogo que marcou o fim da era Tony Hawk e dos jogos que já começavam a ser rídiculos demais e pouco tinham sobre Skate.


Mas ainda assim quando joguei Skate não gostei muito do controlo, o sistema de fazer os truques é bem mais fácil do que THPS, mas requer muita precissão a nível dos botões analógicos, no Skate 1 havia certos truques que não conseguia fazer devido ao mau reconhecimento. Este Skate 2 está muito melhor nesse aspecto, consegui fazer todos os truques do demo sem espigas, só na versão 360 é que não consegui fazer um mas isso também pode estar relacionado com o meu comando da 360 já estar um pouco velho e folgado. Na PS3 consegui fazer os truques todos e gostei da precisão do DS3.


Gráficamente estão ambas as versões um espanto, não existem diferenças entre uma e outra versão e mesmo o comparando com outros jogos de Skate este é sem dúvida o mais bonito. O Som apresenta várias músicas desde hip-hop ao rock, a versão final deve ter imensa escolha.


O Skate 2 também tem um modo de costumização da nossa personagem muito grande. Podemos escolher o sexo, a forma da nossa cara, o estilo de cabelo e depois comprar roupa de marcas conhecidas como a Adidas.
É um jogo sem dúvida muito divertido, eu adoro jogar isto, pois mesmo que nós mandamos daqueles espalhos épicos a física e a ficha médica com os ossos que partimos dá sempre para rir um bocado. Agora com os controlos mais ajustados, nunca foi tão bom sacar grandes truques e fazer combos.


Skate 2 prepara-se para se tornar sem dúvida no melhor jogo de simulação de Skate que existe, o THPS finalmente foi destronado e sinceramente não fiquei com pena. A Black Box e a Electronic Arts estão de parabéns.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Mirrors Edge Review


Que jogo fantástico! É só o que tenho a dizer. É certo que este jogo, não sei porque razão, tem sido um pouco sacrificado pelos analistas de jogos de outros sites e publicações, apontaram erros como o ser curto, o melee combat e desarmes estar mal feito e até os gráficos, que para mim são o ponto forte do jogo. Eu sinceramente não achei o jogo curto, não achei os gráficos sempre a mesma coisa, não achei o melee combat assim tão horroroso como se diz por aí. É mesmo um jogo que tem sido injustiçado. Mirrors Edge é aquilo que se pode chamar de jogo completamente novo e só por isso merecia ter maior destaque por parte da indústria e dos jogadores do que acabou por ter.


A primeira coisa que se nota é o estilo gráfico, é completamente diferente de tudo o que já vimos, é tem um visual peculiar, pois apesar de serem um pouco monocromáticas as cores, a sensação de realismo não se perde, tal como aquilo que a história do jogo nos quer dar a entender, estamos numa cidade controlada por um governo e por corporações com o punho de ferro, tudo é muito limpo e agradável à vista, é como se estivéssemos a viver numa jaula de ouro, claro que a Faith e os seus comparsas têm a perfeita noção de que aquela cidade é uma prisão de ouro para as pessoas, no entanto não se deixa de ver alguns podres, e apesar de ser tudo bonito as ratazanas continuam por lá, é uma analogia engraçada para o que o jogo nos transmite com a sua história. Mas apesar de os gráficos serem assim sempre do mesmo estilo, existe uma grande variedade de cenários, principalmente quando vamos para o interior dos edifícios, as decorações são lindas e é tudo com um ar moderno, simplista e urbano. Simplesmente adorei este aspecto no jogo.


Para além dos gráficos a banda sonora é também o forte de Mirrors Edge, as músicas são calmas quando andamos apenas a saltar de um lado para o outro, mas quando estamos a ser perseguidos a coisa muda logo de figura com batidas rápidas. Também não nos podemos esquecer da música que promoveu o jogo e que contribuiu bastante para a construção da banda sonora, o Still Alive da Lisa Miskovsky, simplesmente excelente. Depois o som do jogo é bastante bom, quem tem PS3 poderá desfrutar de um pequeno grande extra que é o DTS 5.1, a versão Xbox 360 fica-se pelo Dolby Digital 5.1.


O jogo quando estava a ser produzido levantou muitas sobrancelhas na indústria, um jogo de Parkour na primeira pessoa, com uns toques de shooter e de combate melee? Na altura pareceu bastante ambicioso e perguntava-se se o resultado ia ser tão bom como se via nos trailers ou como se lia nas revistas. Sim é bom! A Dice e a EA conseguiram fazer um bom trabalho sem dúvida! Os controlos são um pouco esquisitos no início pois um jogo com estas inovações todas a nível de jogabilidade requeria um esquema de controlo diferente, mas depois de se estranhar, entranha-se, e na verdade funciona bastante bem este esquema de controlos novo. O Parkour está muito bem reproduzido, consegue-se fazer imensos truques e até juntar saltos e truques de parkour com os de melee para atacar os inimigos, quem souber jogar isto mesmo bem consegue passar o nível e derrubar os inimigos on the run sem problemas. Também é verdade que em algumas secções do jogo existe muito do trial & error, mas acaba por ser um mal necessário para se manter o ritmo de jogo que os developers queriam transmitir. O melee combat alvo de bastantes críticas está bom, a Faith não é muito forte, mas não é nada que um pouco de treino não resolva. É necessário timing e saber usar a velocidade e o momentum para infligir golpes mais poderosos. Chegar ao pé do inimigo e começar à bulha com ele é suicídio a não ser que tenham aprendido bem a técnica de desarme que pode ser complicada, mas fundamental para o jogo, existe um botão de slow-motion que facilita estas manobras de desarme, que eventualmente no início pode ser necessário, mas com a prática nem o vão precisar de usar. Acho que neste departamento não tenho nada a apontar, a jogabilidade é muito boa e robusta.


Talvez a única crítica que tenho a apontar é que no início do jogo tanto os developers como o Merc (ajudante da Faith) dizem para nos mantermos fora de conflitos e não atacar os inimigos e correr que nem um doido para passar o jogo, mas existem secções que não nos deixam outra hipótese sem ser essa, somos obrigados a lutar e por vezes torna-se extremamente difícil passar partes onde temos uma sala cheia de inimigos armados. Não é impossível, mas pode tornar-se complicado e até frustrante.


Quando já estiverem fartos do modo campanha, existe o modo de Time trial que é basicamente passar os níveis sem inimigos o mais depressa possível, o jogo tem leaderboards e ghosts para podermos melhorar ainda mais o nosso desempenho e ver como os prós fazem.


Daí que a longevidade é muito relativa neste jogo, passar a campanha em normal usando armas é fácil e rápido. Estimo que umas 6 horas cheguem para passar o jogo, passar o jogo em normal mas sem usar armas (por causa do acheivement/trophie) já é muito complicado e pode estender o vosso jogo para as 8/9 horas. Depois depende se estão dispostos a tentar bater recordes online, isso ainda adiciona mais algumas horas ao vosso jogo, e não nos podemos esquecer do DLC que vai adicionar mais níveis ao time trial.
O jogo tanto pode durar 6 horas como 30 horas, tudo depende do jogador. Eu ao contrário da maioria dos sites/revistas não me queixo da longevidade, está a par da longevidade dos jogos que andam por aí no mercado.


Tendo dito isto tudo este é um dos melhores jogos que joguei nesta geração, os gráficos, o som, a jogabilidade são estelares e o jogo apesar de parecer pequeno tem muito para dar aos que ficaram fãs do jogo. Eu ainda vou passar o jogo em Hard e tentar bater alguns recordes nos time trials. Quando um jogo sai assim tão bem em gráficos, som e jogabilidade e ainda por cima entrega-nos isto tudo de uma maneira completamente diferente de tudo o que já se viu no mercado, só dá vontade de jogar mais e mais. Sem dúvida para mim um dos melhores jogos de 2008.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Left 4 Dead Review


Zombies... Muitos zombies... Parece que a moda de fazer jogos com quantidades ridículas de zombies para matar está para continuar, começou com Dead Rising onde tínhamos de conviver com milhares de zombies num centro comercial e agora Left 4 Dead continua com a ideia, é um jogo simples... quase tão simples que até um zombie o podia jogar, aliás é engraçado fazer a analogia entre este jogo e os mortos vivos devido à sua simplicidade pois segundo a literatura os zombies mantêm apenas os pensamentos mais básicos e este jogo é bastante simples.


Left 4 Dead é como um zombie. Mesmo literalmente. É um FPS tiro neles, e pronto acabou. A ausência de história ou de mecãnicas complexas faz realmente com que este Left 4 Dead pareça um dos milhares de zombies que vagueiam pelo jogo. Mas também não posso dizer que isso é mau... é excelente! Também ao dizer isto parece que o jogo é monótomo mas não o é! Aliás monotomia e Left 4 Dead são incompatíveis. Digamos que à primeira vista Left 4 Dead é um zombie mas... é interessante o suficiente para nos mantermos agarrados durante horas e horas.


Portanto gráficamente o jogo é muito bom, mas também não é nada de especial... O noise na imagem dá um ar melhor do que o jogo realmente é. Texturas não são nada de especial mas o jogo ainda tem uns efeitos de luz surpreendentemente bons. E depois claro quando vemos dezenas de zombies a correr desalmadamente para nós e sem ver a consola a engasgar-se deixa qualquer pessoa impressionada. O pior mesmo é as texturas, mas só mesmo quando tentamos ler o que está escrito nas paredes. Acho um pouco estúpido não terem metido essas texturas com um pouco mais de resolução para conseguir-mos ler melhor o que está escrito, de resto as texturas cumprem o seu trabalho e também com o noise e a acção frenética não vamos ligar muito a isso.
Em termos de som... Bom não tem nenhuma banda sonora memorável, mas a música aparece sempre no local certo e nas situações certas o que é excelente. Isto jogado num sistema 5.1 também é outra coisa.


O enredo... qual enredo? Ok o Dead Rising tinha um enredo, era estúpido mas tinha... Mas Left 4 Dead? Nope... Sim talvez tenha havido uma tentativa de nos contar uma história através das escrituras deixadas nas paredes das Safe Houses por outros sobreviventes que tinham passado por lá, algumas bem hilariantes até. Quiseram dar a história um pouco ao estilo de Portal. Mas não faz sentido nenhum... Acaba-se apenas por saber que esteve ali pessoas, mais nada, algumas escreviam coisas desesperantes nas paredes, insanidades até, outros deixavam uma espécie de cartas para a família... Bom na verdade enquanto passava o jogo pensei que alguma coisa fosse fazer sentido lá mais para o final do nível mas não... Não se sabe o que aconteceu às pessoas, não se sabe como é que os zombies apareceram... Não se sabe ponta de corno. Apenas sabemos que começamos num sítio e temos de chegar ao ponto de extracção. Não é que este jogo precise de um enredo para ser divertido/interessante, mas algumas pessoas afirmam que existe um enredo digno neste jogo. Eu não o encontrei... e eu li tudo o que estava escrito ao longo dos níveis. Não sei talvez me tenha escapado alguma coisa, ou então quem afirma que existe um enredo tenha uma imaginação muito fértil para encher os espaços em branco ou seja... inventaram por si o enredo do jogo.


A jogabilidade é um FPS puro e duro... Existem alguns genes de Counter Strike no modo de disparo das armas. Agachados temos mais pontaria do que se andarmos a correr e a disparar ao mesmo tempo. Depois existe todo o sistema de entre ajuda dos 4 sobreviventes. Curar, ser curados, dar comprimidos, etc. Está muito fixe, pois mesmo jogando com companheiros da I.A. é essencial ajudar os nossos camaradas para nos safarmos na campanha. Talvez podesse ter mais umas armas à nossa disposição... mas pronto pode ser que um DLC traga alguma coisa. Mas o destaque é mesmo do modo director, que nos atira todos os elementos de jogo conforme ache melhor, o que resulta sempre em campanhas diferentes, é sempre inesperada a vinda dos Zombies, podem aparecer de qualquer lado, os Power-Ups e os Itens podem estar em qualquer lado. Isso faz com que o jogo continue sempre fresco e fofo! hehe.
Não me posso esquecer dos inimigos. Um zombie é a coisa mais fácil do mundo de matar, mas 30 zombies? Digamos que a união faz mesmo a força. Para além disso temos de lidar com zombies especiais, umas espécies de aberrações da natureza zombie que são bastante perigosos e podem mandar-nos desta para melhor senão estivermos atentos. Aqui a cooperação é essencial.


Longevidade... Bom o jogo passa-se em 5 horas no modo normal jogando single-player. Não se assustem no entanto pois este jogo tem replay value acima da média muito por culpa do modo director e muito por culpa de ser o melhor jogo co-op de sempre. Joguem isto com amigos e coisa ganha logo outra dimensão. É de facto pouco haver 4 campanhas diferentes, mas ainda assim é o suficiente para vos agarrar por várias horas. Existem modos de dificuldade muito difíceis que podem manter os mais Hardcore bastante ocupados. E quando digo difícil, é mesmo difícil como o caraças! É talvez dos jogos mais difíceis que joguei (quando jogado nos modos de dificuldade mais elevados) e mesmo com 3 amigos a ajudar em co-op. Talvez até seja demasiado difícl, mas pronto só faz quem quer.
Foi prometido novas campanhas em breve, por isso podem contar com mais nos próximos meses para o interesse pelo jogo não se extinguir.


A Valve mais uma vez entregou um jogo que em termos de qualidade é muito acima da média, aliás como todos os jogos da Valve, em termos de jogabilidade muito divertido e para além disso conseguiu criar o jogo co-op mais fixe de sempre. É muito viciante e muito divertido. Quem não tem Live pode ainda assim jogar com o ecrã dividido a dois o que não é mau, mas o que é mesmo bom é jogar isto com amigos de preferência através do Live. É um must have da 360 ou do PC.