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domingo, 28 de junho de 2009

LTTP - Prince of Persia Review

Lá estou eu de volta, peço desculpa por ter deixado isto assim um pouco ao abandono, mas o final de curso tem me roubado algum tempo e o tempo que tenho disponível aproveitei para outras coisas como por exemplo, vida social (sim eu até tenho uma, lol) e começar a acabar alguns jogos que tenho.


Um deles foi o Prince of Persia da nova geração. Um jogo que me dividiu imenso. Este novo Prince of Persia é um reboot da série, tem um príncipe novo (que não é príncipe) e uma princesa que tem poderes mágicos e conta a história de um Deus maligno que foi libertado e espalhou o caos pela terra da linda princesa Elika, cabe a nós darmos uma mãozinha a Elika (ou ela dar-nos a nós uma mãozinha, já que neste jogo sempre que fazemos borrada ela salva-nos). Esta dupla de um rúfia e de uma princessa corajosa é agradável e gostei imenso dos diálogos entre eles. Aliás o que eu acho mais engraçado neste jogo é o papel da Elika como nossa protectora, acho que é uma analogia engraçada às namoradas e esposas de muita gente que nos protegem e acolhem quando as coisas estão difíceis. Acho que esse foi o aspecto que mais gostei neste jogo.


O jogo usa um estilo gráfico diferente muito belo, usa a técnica de cell-shade que aliada à potência das consolas next-gen faz com que o jogo pareça uma banda desenhada animada. Os cenários e a arte do jogo são inspiradoras e as vistas que o jogo proporciona em certos locais são belas. A nível sonoro está bom, talvez o único defeito é ter pouca variedade de música, muitas das vezes repete-se bastante, apesar de serem agradáveis de se ouvir.


A nível de mecãnicas de jogo é um pouco parecido com o Assassin's Creed nos termos em que a deslocação pelos cenários funciona de forma similar, existem mais movimentos acrobáticos neste PoP mas no fundo acaba por ser parecido com o AC. A nível de combate já é um pouco diferente, e sinceramente bastante fraquinho em relação aos PoP's da era 128 bits. O combate é chato! No inicio até mete piada mas depois acaba por ser repetitivo e lá mais para o final é quase um martírio ter de lutar contra Bosses e inimigos comuns.
Mas a imaginação dos níveis e o apanhar light seeds no final de porgarmos as terras do mal é a melhor parte do jogo. Dá pica nós andarmos a explorar os belos cenários e tentar apanhar todas as light seeds. Para alguns pode ser repetitivo, mas eu até achei bastante viciante.


Prince of Persia foi um reset do reset da saga. Se as versões de 128 bits na altura foram uma lufada de ar fresco que revitalizou a série, este novo PoP Next-Gen também assim o fez, pegou numa história e num universo mágico e começou tudo do zero mas o resultado final não foi tão bom como o Sands of Time o que é pena. Assim, não posso dizer que isto é um jogo obrigatório para os fãs, já que é uma coisa completamente nova e nem posso dizer que este jogo está isento de falhas, pois por acaso existem alguns bugs que estragam um pouco a pintura, mas o que é mesmo pena é o combate ser tão fraquinho e aborrecido. Pessoalmente gostei do jogo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

LTTP: Army of Two


Army of Two foi um dos novos IP's que a Electronic Arts estreou nas consolas de nova geração, depois de bastantes críticas face ao milking de IP's da EA na geração passada. O resultado deste Army of Two não é nada mau, aliás o jogo é bastante competente e agora está a um preço platina de 30 euros.

O jogo foi desenvolvido a pensar na jogabilidade co-op. Tudo neste jogo é para deve ser feito com um companheiro seja através da internet ou com o ecrã dividido. Mesmo a campanha deve ser passada a dois, modos multiplayer também, enfim se querem desfrutar deste jogo ao máximo têm de ter pelo menos um amigo.


Para além de ter sido desenvolvido em volta do jogo em cooperativo também quis imitar um pouco a jogabilidade de Gears of War, e realmente é uma boa imitação, conseguiu refiná-la e melhorá-la de uma forma bastante notória. A jogabilidade centra-se então no co-op, temos várias coisas que temos de fazer juntos com o nosso companheiro, como fazer pé de ladrão para subir obstáculos ou usar um escudo enquanto que o outro por trás dispara (uma espécie de tanque humano), todas estas tarefas são bastante simples, não é muito complicado dar ordens à IA quando jogamos sozinhos, por vezes tem algumas falhas, mas no geral é bastante competente. Existem certos momentos onde fica-mos "Back to Back" com o nosso companheiro e entra tudo em "slo-mo", os inimigos começam a aparecer por todos os lados e nós temos de os matar todos antes que eles nos incapacitem, são raros estes momentos mas é uma boa adição para variar um pouco a jogabilidade. Também não se pode deixar de falar do sistema de curar o nosso companheiro, quando levamos muito dano ficamos no chão incapacitados, o nosso companheiro vai ter de nos acudir, puxando-nos para um sítio seguro onde possa fazer o curativo, e o que está a ser puxado pode disparar para matar algum inimigo que se aproxime demasiado, é um sistema simples e que deixa ambos os jogadores sobre stress, já que se o companheiro morre é "game over". Para quem já jogou Gears of War mal pegue neste jogo vai-se sentir em casa, mesmo os próprios criadores de Army of Two não tiveram vergonha nenhuma em dizer que se basearam bastante na jogabilidade de Gears para fazer este jogo, mas não foi apenas uma cópia, foi melhorada em certos pontos como por exemplo o facto de no Gears quando fazemos "cover" ficarmos colados à parede o que provocava mortes embaraçosas pois queriamos fugir e estavamos colados, mas neste Army of Two o cover faz-se da mesma forma mas não ficamos colados aos objectos, podemos movimentar-nos livremente sem problema algum, o que é uma grande melhoria face ao Gears of War.

Gráficamente é um jogo típico que utiliza o Motor Unreal 3.0 Engine, temos gráficos muito bons, e momentos verdadeiramente WOW, principalmente no nível do porta aviões que está fenomenal no que toca a visuais. Também tenho de dar uma nota muito positiva às cut-scenes, são feitas a CG e estão brutais. O pior neste departamento é existir pouca variedade de inimigos, existe até um nível onde supostamente estamos a lutar com o exército chinês e os inimigos parecem iguais aos que lutamos na missão anterior noutro país completamente diferente. Não encontrei grandes quebras na frame-rate ou outros problemas gráficos, é um jogo bastante polido, e mesmo com o ecrã dividido continua estável mesmo nos momentos mais intensos e quase que não há downgrade gráfico.

A nível sonoro nada a apontar de errado, mas também nada que chame a atenção. Temos 5.1 sorround sound, temos uma orquestra boa, temos efeitos sonoros bons, mas não há nada que salte ao ouvido, por assim dizer.

O jogo tem uma história mediana com alguns toques de humor, sinceramente achei muita piada a certas partes do jogo, é fixe ver a interação dos dois companheiros de guerra. O jogo também não é muito grande, passsa-se tudo numas boas 6/7 horas, mas tem um "replay value" muito elevado em co-op e para além disso também apresenta modos online que dão sempre um "boost" à longevidade do jogo.


Os problemas mais graves de Army of Two são de IA como já referi e a nível de "checkpoints". Por vezes o jogo não guarda determinados checkpoints o que nos leva a ter de repetir secções dos níveis bastante grandes para chegar ao sítio onde estavamos, no entanto por vezes o jogo lá se lembra que afinal havia ali outro checkpoint mais perto, é uma pequena falha mas não deixa de ser muito chata por vezes. Também é de referir que a versão PS3 tem alguma espécie de bug quando usamos o in-game xmb para sair do jogo, ele desliga a consola involuntáriamente.

Army of Two surpreendeu-me por acaso, os gráficos não são nada de especial mas cumprem o seu objectivo, a nível sonoro idem aspas, a jogabilidade saiu-se muito melhor do que esperava e o facto de ter sido um jogo a pensar no co-op e ainda por cima baseado na jogabilidade de Gears of War ganha bastantes pontos a seu favor já que não é comum no mercado. Por 30 euros é mesmo um dos melhores jogos que se pode comprar a preço baixo e muito provavelmente o melhor jogo que a EA fez até agora nas consolas next-gen sem contar com o Burnout Paradise. Mas só vale a pena comprar este jogo se tiverem amigos para jogar em co-op, caso contrário o jogo é banal e não tem longevidade quase nenhuma.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

LTTP: Heavenly Sword


Bom para arrancar com isto para a frente vamos começar com um Late to the Party... Sorry, sei que pensavam que ia começar com um artigo bombástico com algo de novo mas não... Mas os Late to the party's é que estão a dar agora. Quem é que não gosta de comprar jogos baratos e bons?

Vou começar com Heavenly Sword que é um jogo exclusivo para a PS3 e que já se encontra na linha Platinum Hits da Playstation 3.

Heavenly Sword é um jogo de pancadaria da meia-noite... Sério! Pensam que lá por ser uma rapariga que controlam que ela não é implacável? Nariko é uma guerreira com muito estilo e completamente implacável, quem nunca jogou não está bem a ver a quantidade de movimentos e de combos que ela usa para destruir os seus inimigos. Existem lá combos que são brutais, ataques especiais e contra-ataques que são um mimo de se ver, dando ao jogo um feeling cinemático. Aliás é a permissa deste jogo, um jogo que quer ser filme. Foi feito usando motion capture por actores reais e foi feito como se tratasse de um filme animado por computador.

Mas filmes e actores à parte... Será isto alguma coisa de jeito? Técnicamente apesar de ter gráficos absolutamente espantosos e animações de outro mundo, tem as suas falhas e termos de slowdown's e alguns glitch's gráficos que de vez em quando aparecem.

O sistema de combate apesar de ser muito bom e variado acaba por ser um pouco confuso de mais principalmente quando temos de nos defender dos diferentes ataques que o inimigo nos faz. No entanto é um sistema de combate mais profundo do que parece, é um dos pontos que me surpreendeu pois pensava que ia ser mais um jogo de Button Smasing mas isso não se verificou. Se nos dedicarmos a perceber bem o sistema de combate, é recompensador, existe montes de combos, ataques e contra-ataques para fazer, mas também podem passar o jogo só com o básico e conseguir extrair grandes quantidades de divertimento.


O jogo tem uma dificuldade acessível para a maioria das pessoas, no entanto tem picos de dificuldade um pouco tramados e parece que passamos dos 8 aos 80 assim num abrir e fechar de olhos, e o pior de tudo é que não existe maneira de meter a dificuldade mais baixa a meio da viagem de Nariko o que também é uma falha um pouco grave neste jogo pois pode fazer com que muita gente desista a meio por estar encalhada numa secção.

Os gráficos do jogo tirando as pequenas falhas que falei à pouco, são absolutamente maravilhosos, é completamente incrível algumas das vistas que vemos neste jogo, cenários super vastos e cheios de detalhes. O único jogo que me lembro de estar melhor que Heavenly Sword neste aspecto é o Uncharted. A música e os efeitos sonoros também estão bons, mas cumprem apenas o seu objectivo, não é nada de extraordinário... No entanto as vozes das personagens e todo o trabalho de lip-sync e mesmo o trabalho de mapeamento facial está espectacular, conseguimos ver expressões faciais assutadoramente realistas, a cara a enrogar, a irís dos olhos a focar... É incrível mesmo. Também as vozes estão porreiras, e tenho de dar os parabéns ao cast português que deu a voz aos personagens de Heavenly Sword, está excelente.

O jogo pode ser um pouco pequeno, mas existe muitas coisas para desbloquear e os mais dedicados têm ainda mais níveis de dificuldade para testar as suas capacidades.


Lá no fundo gostei imenso, temos um jogo com um sistema de combate profundo e com algumas secções de tiro onde usamos o sixaxis para desviar as setas para o alvo que é refrescante mas também não deixa de ser um pouco chato, pois estas secções são demasiadas para o meu gosto.

Pode não ser um jogo perfeito mas é sem dúvida um dos melhores jogos a agraciar a consola da Sony, e acima de tudo vale bem os 30 euros a que está agora nas lojas portuguesas. É recomendado principalmente para os que gostam de um bom jogo de acção na terceira pessoa e os fãs de God of War e Ninja Gaiden com certeza vão gostar bastante deste título.